terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A Tal Da Pesquisa

No dia-a-dia da universidade aparecem oportunidades de estágio, bolsas e trabalhos como voluntário. Dentre essas oportunidades gostaria de destacar uma, a pesquisa.

Por um período de dez meses tive a honra de participar de iniciação científica com uma bolsa do CNPq na área de geradores de indução, oportunidade em que pude adquirir um senso mais crítico quanto às atividades relacionadas à pesquisa.

Não dá pra negar a grande valia de uma bolsa de iniciação científica, mas muitas vezes a lacuna que fica é a contribuição para a sociedade que o assunto pesquisado deveria proporcionar. Às vezes tudo se resume em uma simples revisão bibliográfica de grande benefício ao “pesquisador”, mas que se resume somente a ele.

O Rio Grande do Sul é um dos estados brasileiros que menos investem em pesquisa, o que para nós é um atraso. Com um investimento pesado nessa área muitas coisas seriam melhores e estariam mais evoluídas. Vale lembrar que a verdadeira pesquisa envolve tempo, dinheiro e pessoas. É preciso ir a campo e não somente ficar em uma sala climatizada com um PC com internet.

A área da pesquisa é realmente fascinante e recompensadora onde todo acadêmico deveria participar, pois aprende-se coisas básicas que em aula não são vistas. Uma coisa é certa: precisamos de cientistas cada vez mais para compensar o atraso tecnológico de nosso país.

2 comentários:

  1. Apesar das portas que a pesquisa científica pode abrir para um graduando, ainda assim a procura é pequena.
    Percebo isso na instituição que eu curso, a demasiada falta de interesse generalizada entre os acadêmicos. Tudo bem que alguns deles trabalham, mas nada como ceder um pouquinho na questão financeira e na remuneração para que você crie um vínculo na academia, juntamente em estar exercendo uma tarefa na área de seu estudo.

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  2. Concordo em muitos pontos sobre o que você colocou no texto. Particularmente, trabalhando na iniciativa privada, não trocaria meu trabalho por uma bolsa ou vinculo acadêmico, não pela remuneração mas sim pelo motivo que foi citado: contribuição a sociedade. Concordo plenamente que a pesquisa é essencial, mas não pode faltar a parte prática da coisa. Na faculdade vê-se muitos trabalhos bons sendo apresentados em semanas de iniciação científica e afins, porém ao analisar um pouco mais a fundo, percebe-se que não existe a preocupação em, por exemplo, colocar isso no mercado como produto, enfrentando concorrência, o que provavelmente mudaria radicalmente a concepção e execução do projeto.

    Abraço

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