sábado, 3 de outubro de 2009

Tio Patinhas

Quem nunca viu o desenho animado do Tio Patinhas, personagem escocesa de ficção criada por Carl Barks? Quase todo mundo. O Tio Patinhas foi inspirado em Ebenezer Scrooge, o famoso pão-duro do conto "Canção de Natal" de Charles Dickens. É o pato mais rico do mundo imaginário.

Como em todo desenho animado, podemos fazer um comparativo da personalidade das personagens, com as pessoas que convivemos no dia-a-dia. O Tio Patinhas não foge a regra e é muito conhecido por ser pão-duro.

Todos conhecem pessoas com esse tipo de personalidade, apegadas a bens materiais, a cacarecos e outras bugigangas. Essas pessoas sofrem de um complexo de inferioridade, necessitando acumular dinheiro para não se sentir tão inferior.

Desde pequenos somos criados com uma visão um tanto errônea com relação ao dinheiro, acreditando que é muito difícil consegui-lo, que quem tem dinheiro geralmente não é uma pessoa boa e tantas outras coisas. Com isso, a tendência natural é a pessoa virar um tremendo de um mão-de-vaca se não fizer um bom juízo da situação.

Conheço muita gente e acredito que o leitor também conhece, que ganha um salário relativamente bom, mas não aproveita o que esse salário poderia proporcionar. Como se não bastasse, reclamam do governo, do preço da gasolina, da comida, etc. Reclamam de barriga cheia e ainda acham que estão com toda razão.

Os casos que impressionam, são aqueles em que vemos pessoas que ganham pouco dinheiro, mas fazem e acontecem aproveitando os benefícios que ele proporciona. Pessoas assim que eu admiro e pode apostar que se você for à casa de um sujeito assim, serás bem recebido, pois ele não terá medo de gastar com os comes e bebes.

A realidade deste mundo consumista muitas vezes nos obriga a sermos mãos-de-vaca, mas isso não deve nos impedir de aproveitar as coisas boas. Porém deve ser observado o limite de renda de cada um. Se você ganhar R$ 500,00 você vai viver com essa renda, se você ganha R$ 1000,00 você vai viver ganhando isso.

Como sempre ouço falar, “o barato se torna caro” e isso demora um pouco pra gente aprender. Para algumas pessoas leva uma vida inteira.

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